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Estado de São Paulo tem 21 mortes por febre amarela

Rio tem primeira morte por febre amarela em 2018. Rocha Loures e empresa têm divergência em depoimento. Lava Jato volta a questionar recibos de Lula. Rebaixamento pode impulsionar reforma. CVM veta criptomoedas. Trump, Venezuela etc.

<b>Reprodução</b> É preciso vacinar
Reprodução É preciso vacinar
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 13/01/2018

Estado de São Paulo tem 21 mortes por febre amarela

Chega a 21 o número de mortes por febre amarela no Estado de São Paulo desde janeiro do ano passado – foram relatados dez casos em 2017. Também houve aumento, de 29 para 40, nos casos autóctones (transmissão interna) da doença. Na capital, a procura por vacina é grande até mesmo nos bairros fora das áreas de risco. (O Estado de S. Paulo)

Rio tem primeira morte por febre amarela em 2018

Vítima residia na área rural de Teresópolis. Morador de Valença é internado com a doença; ministro descarta antecipar campanha de vacinação, e SP registra longas filas em postos. O Estado do Rio registrou a primeira morte por febre amarela do ano, no mesmo dia em que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, descartou antecipar o início da campanha de vacinação, alegando que precisa treinar os agentes de saúde para fracionar as doses de vacina disponíveis. A vítima, um homem de 48 anos, morava na área rural de Teresópolis, município que não está incluído no programa emergencial de vacinação — assim como Valença, onde um paciente está internado com a doença. O país registra 175 mortes por febre amarela desde dezembro de 2016, com 523 casos confirmados. Em SP, onde o número de mortes subiu para 21 a partir do início de 2017, longas filas se formaram em dezenas de postos de saúde, e a vacina sumiu das clínicas particulares. (O Globo)

Tratamento, prevenção, perguntas e respostas

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça (9) uma campanha emergencial de vacinação para conter o avanço da febre amarela em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro, em áreas que até então não tinham recomendação para imunização contra a doença. Nos três Estados, a meta será alcançar 19,7 milhões de pessoas a partir de fevereiro, segundo a Folha de S. Paulo.

Prevenção

Vacinação
- Dose integral (0,5 ml): vale para a vida toda
- Dose fracionada (0,1 ml): vale por pelo menos 8 anos; será dada nas campanhas de vacinação de SP, RJ e BA
- Crianças: devem tomar a partir dos 9 meses (ou 6 meses em áreas de risco)

Para evitar picadas
- Usar repelente (evitar os que também têm protetor solar)
- Aplicar o protetor antes do repelente
- Não usar repelentes em crianças com menos de 2 meses
- Evitar perfume em áreas de mata
- Vestir roupas compridas e claras (ou com permetrina)
- Usar mosqueteiros e telas
Controle do mosquito
- Evitar água parada e tomar os mesmos cuidados da dengue, porque há risco de a doença ser contraída pelo Aedes aegypti (o que não acontece no Brasil desde 1942)
Distância de áreas de risco
- Evitar áreas de mata com registros da doença; caso vá viajar a esses locais, tome a vacina ao menos dez dias antes

Tratamento
- É apenas sintomático, com antitérmicos e analgésicos (anti-inflamatórios e salicilatos como AAS não devem ser usados)
- Hospitalização quando necessário, com reposição de líquidos e perdas sanguíneas
- Uso de tela, por exemplo, para evitar o contato do doente com mosquitos

Quem deve se vacinar?
Pessoas que moram ou vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro das áreas de risco, no Brasil ou no exterior –a imunização deve ser feita dez dias antes da viagem. A lista de cidades com recomendação pode ser consultada em saude.gov.br/febreamarela. As crianças podem tomar a dose padrão a partir dos nove meses de idade (seis meses para as que vivem em locais com risco) e a dose fracionada a partir dos dois anos
As crianças podem receber a vacina da febre amarela junto com outras vacinas?
Sim, exceto com a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou a tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança não recebeu nenhuma das três e for atualizar a vacinação, ela deve tomar a de febre amarela e agendar a tríplice ou a tetra para 30 dias depois
Já tive febre amarela, preciso me vacinar?
A infecção provoca imunidade bastante duradoura
A vacina é 100% eficiente? É segura?
A eficácia chega a 90% e ela é bastante segura. Pode causar reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros. Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar entre 2% e 5% dos vacinados
Onde ela está disponível?
Na rede pública, pode ser encontrada gratuitamente em unidades básicas de saúde. Na particular, custa cerca de R$ 250
Quantas doses é preciso tomar?
Uma dose padrão. Até abril de 2017, o Ministério da Saúde recomendava duas (com intervalo de 10 anos), mas depois reconheceu que uma é suficiente para a vida toda, padrão adotado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) desde 2014. No caso da dose fracionada, usada em campanhas emergenciais, a imunização é de ao menos oito anos, mas testes ainda são feitos.

Como será feita a imunização no Estado de SP em 2018?

A estratégia será aplicar a dose única nas áreas de risco e a fracionada (que permite uma oferta maior) nas demais regiões. A campanha de vacinação ocorrerá de forma gradual, a partir de fevereiro, com prioridade para os locais com maior concentração de mata. A ideia é atingir 6,7 milhões de pessoas no próximo mês, mas cobrir todo o Estado até o final do ano
E no Rio de Janeiro e na Bahia?
Os dois Estados também vão oferecer as doses fracionadas da vacina, exceto em casos específicos. As campanhas de vacinação em ambos vão ocorrer entre 19 de fevereiro e 9 de março. A previsão é atingir 10 milhões de pessoas em 15 municípios do Rio, e 3,4 milhões em 8 municípios da Bahia. O chamado dia D, quando há maior mobilização nos postos de saúde, está marcado para 24 de fevereiro –inclusive em SP, onde ele também deve ocorrer em 3 de fevereiro
Qual é a diferença entre a vacina integral e a fracionada?
A diferença está no volume aplicado. Enquanto a dose padrão tem 0,5 ml, a fracionada tem 0,1 ml (um frasco com cinco doses, portanto, pode vacinar até 25 pessoas). O tempo de proteção também muda: enquanto a primeira protege por toda a vida, a segunda dura ao menos oito anos
Como eu sei se estou recebendo a dose integral ou fracionada?
O tipo de vacina deverá ser informado pelo agente de saúde. No caso da dose fracionada, a carteira de vacinação terá ainda um selo apontando que ela não é a padrão
Quais grupos de exceção deverão receber a dose integral na campanha?
Crianças de 9 meses a 2 anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina, portadores de doenças crônicas e grávidas que moram em áreas de risco (que devem avaliar com um médico os riscos e benefícios da vacina). A justificativa é a ausência de estudos que mostrem a eficácia nesses grupos
Quem não pode tomar nenhuma das doses?
Bebês com menos de 6 meses (e mulheres que amamentam crianças até essa idade), alérgicos a ovo e pessoas imunodeprimidas em razão de doença ou tratamento
Quem deve consultar o médico sobre a necessidade da vacina?
Assim como as gestantes, idosos, portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme
Tenho indicação para vacina, mas perdi meu cartão de vacinação e não sei se tomei a dose. O que fazer?
Procure o serviço de saúde que costuma frequentar e tente resgatar seu histórico. Caso não seja possível, a recomendação é fazer a vacinação normalmente
Tomei a dose fracionada e vou viajar para um país que exige certificado internacional de vacinação. O que fazer?
O certificado internacional não é concedido pela Anvisa a quem toma a dose fracionada. Nesses casos, o viajante terá que tomar a vacina padrão, lembrando que deve haver pelo menos 30 dias entre cada dose, por se tratar de uma vacina com vírus vivo
Quais países exigem o certificado?
Ao todo são 135 países, que podem ser consultados no site da Anvisa. Na América do Sul, fazem parte da lista Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai e Suriname
Após a infecção pelo vírus, em quanto tempo a doença se manifesta?
Os sintomas iniciais aparecem de três a seis dias depois
Quais são os sintomas?
Inicialmente, febre, calafrios, dores no corpo, náuseas e vômitos. A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais, mas cerca de 15% desenvolvem sintomas mais graves, como hemorragia, que podem levar à morte. Fontes: Ministério da Saúde, Secretaria da Saúde de SP, OMS (Organização Mundial da Saúde) e Sociedade Brasileira de Infectologia.

Mobilidade social e violência são o que temos de pior

Um novo colunista deve se apresentar, e aqui vai minha declaração de princípios: um economista que vê na injustiça social o maior entrave a sairmos da armadilha da classe média, escreve Rodrigo Zeidan. (Folha de S. Paulo)

Delegado é executado no Rio

Policiais fazem operação na favela do Jacarezinho, a cerca de 800 metros da Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, horas depois de o delegado Fábio Monteiro, de 39 anos, ter sido encontrado morto a tiros. O corpo estava no porta-malas de um carro. Testemunhas disseram que quatro homens participaram do assassinato. Pelo menos 40 suspeitos foram detidos para prestar depoimento, mas até o início da noite o crime não havia sido esclarecido. (O Estado de S. Paulo)

Uma sexta-feira violenta, do Jacarezinho à Gávea

Dia foi marcado por execução, tiroteios e fila de suspeitos. Casos de violência marcaram a sexta-feira no Rio. No Jacarezinho, a execução de um delegado resultou numa operação policial em que um homem foi morto e 40 pessoas foram detidas. No Complexo do Lins, também na Zona Norte, um helicóptero da TV Globo flagrou bandidos descarregando carga de aparelhos eletrônicos roubada, um dos crimes cuja incidência mais aumenta no estado. Na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, um segurança foi baleado ao trocar tiros com assaltantes. E na PUC, na Gávea, uma faxineira foi ferida por bala perdida disparada da Rocinha. Enquanto isso… - Reunião de autoridades nada decide - Mais uma reunião de Pezão com os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Torquato Jardim (Justiça) para discutir o Plano Integrado de Segurança terminou sem o anúncio de medidas concretas. (O Globo)

Corporações encasteladas

Manifestações como as da Ajufe (Juízes Federais) revelam corporações que defendem interesses próprios. (O Estado de S. Paulo)

Rocha Loures e empresa têm divergência em depoimento

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), ex-assessor de Michel Temer, integrou grupo criado pelo governo para discutir as novas normas que foram benéficas para o setor dos portos. É o que relatou à Folha a empresa Rodrimar, investigada sob suspeita de ter sido favorecida pelo decreto dos portos do presidente, que foi editado em maio de 2017. Rocha Loures nega. Disse à PF que empresas “imaginavam” nele interlocutor do Planalto para o tema, o que “não era verdadeiro”. (Folha de S. Paulo)

Lava Jato volta a questionar recibos de Lula

Em suas alegações finais, a força-tarefa da Lava Jato no MPF pediu ao juiz Sérgio Moro que reconheça que os recibos assinados por Glaucos da Costamarques e entregues pela defesa do ex-presidente Lula para comprovar pagamento do aluguel de imóvel em São Bernardo são ideologicamente falsos. (O Estado de S. Paulo)

 

Planalto teme que tensão eleitoral atrapalhe economia

Presidente busca evitar que disputa política divida sua base de apoio e prejudique reforma da Previdência.

A crescente tensão eleitoral na base de apoio ao presidente Michel Temer preocupa o Palácio do Planalto em relação ao futuro da economia. Segundo os estrategistas do governo, as pretensões políticas de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e de Henrique Meirelles (PSD), ministro da Fazenda, poderão atrapalhar as costuras para a aprovação da reforma da Previdência, considerada neste momento vital para a continuidade da recuperação econômica. Maia e Meirelles têm, ainda que não admitam publicamente, o desejo de concorrer à sucessão de Temer em outubro. O elogio feito pelo presidente ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em entrevista ao Estado nesta semana, teve como principal objetivo, segundo fontes do Palácio do Planalto, brecar, ainda no início, o atrito entre Maia e Meirelles, já que Alckmin também é presidenciável e espera contar com o apoio de Temer nas eleições. (O Estado de S. Paulo)

Pastor e delegado podem disputar eleição pelo PSOL

Em busca de aproximação com eleitores inclinados à direita, o PSOL do Rio articula lançar ao Legislativo candidatos como o pastor batista Henrique Vieira, 30. Em vídeo divulgado na internet ele diz que “nem todo evangélico é fundamentalista”. O delegado Orlando Zaccone, 53, que ganhou projeção ao atuar no caso Amarildo, também pode concorrer pela legenda. (Folha de S. Paulo)

Chegada de Bolsonaro implode PSL

O PSL, novo partido do presidenciável Jair Bolsonaro, está em crise desde que ele se filiou. O Livres, corrente de viés liberal do partido, debandou no mesmo dia, alegando incompatibilidade ideológica. Seis deputados que planejavam entrar no PSL desistiram. (O Globo)

Reativo

Jair Bolsonaro é um candidato reativo. Depende de Lula para se firmar entre os eleitores, opina João Domingos. (O Estado de S. Paulo)

Rebaixamento causa atrito entre Meirelles e Rodrigo Maia

Mudança na nota do país pela S&P faz cotados ao Planalto trocarem acusações. O debate sobre o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard& Poor’s foi afetado pela disputa entre o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ambos disputam o posto de candidato governista nas eleições de outubro. Inicialmente, Meirelles responsabilizou o Congresso pelo atraso na aprovação de medidas do ajuste. A demora para votar a reforma da Previdência está entre os fatores que pesaram na decisão da S&P. Maia se irritou com o discurso e disse ao presidente Michel Temer que Meirelles “errou o tom”. Ontem, o ministro afirmou em entrevista que a redução da nota não pode ser transformada em uma “grande questão política”. Em afago aos parlamentares, declarou que a decisão não é responsabilidade “deste ou daquele” e que eles têm aprovado reformas “fundamentais para o país”. Até agora, Meirelles e Maia aparecem nas pesquisas de intenção de voto com, no máximo, 2%. (Folha de S. Paulo)

Rebaixamento pode impulsionar reforma

O governo quer usar a decisão da S&P de rebaixar o rating do País para obter os 308 votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência, em fevereiro. (O Estado de S. Paulo)

Meirelles minimiza rebaixamento do país

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que mercado já esperava redução de nota e cobrou apoio do Congresso para a Previdência. (O Globo)

O Brasil reprovado de novo 

O novo rebaixamento do País poderá, segundo analistas, mobilizar os políticos para a reforma previdenciária. Se isso acontecer, será a única surpresa real. (O Estado de S. Paulo)

Dólar e Bolsa não sentem reflexo

Um dia após o rebaixamento do rating do País, moeda americana caiu para R$ 3,20, menor nível em três meses. Ibovespa manteve 79 mil pontos. (O Estado de S. Paulo)

BNDES deve devolver este ano R$ 130 bilhões ao Tesouro

O BNDES propôs ao governo devolver, ainda no primeiro semestre, R$ 30 bilhões emprestados pelo Tesouro Nacional. Os outros R$ 100 bilhões em negociação seriam repassados no segundo semestre. Depois da polêmica entre o banco e a equipe econômica em torno da devolução antecipada dos empréstimos, a relação começou a se normalizar no final de 2017, quando ficou em evidência a necessidade de recursos para que o governo cumpra seus compromissos. (O Estado de S. Paulo)

CVM decide que fundos não podem investir em bitcoin

A Comissão de Valores Mobiliários proibiu gestores e administradores de fundos de investirem em bitcoins e outras criptomoedas. Para a Superintendência de Relações com Investidores Institucionais da CVM, o debate sobre o investimento ainda é “bastante incipiente” e envolve riscos. (Folha de S. Paulo)

Criptomoedas

CVM proíbe fundo de investir em bitcoin. Criptomoedas geram oscilações de preços, razão pela qual BCs advertem sobre seus males, escreve Affonso Celso Pastore. (O Estado de S. Paulo)

SP faz concessão de transportes

Governo do Estado quer facilitar deslocamentos para centros regionais, mas modelo de concessão dos transportes deve alterar itinerários e reduzir a frota. (O Estado de S. Paulo)

Xingamento de Trump causa revolta

Ao chamar de “países de merda” Haiti, El Salvador e nações africanas, Trump provocou reações indignadas de representantes da ONU, dos países citados e até de líderes republicanos. O embaixador dos EUA no Panamá renunciou. (O Globo)

Comida

Venezuelano consome comida de cão, diz ONG. (O Estado de S. Paulo)