Política

Fachin manda prender os corruptores Joesley e Saud (Friboi)

Prisão temporária de delatores da JBS (Friboi) foi decretada neste domingo. Funaro relata nova propina a Temer. Palocci escancara divisão do PT sobre futuro de Lula. Três milhões buscam vagas há 2 anos ou mais. Nível de investimento: pior em 10 anos

<b>Reprodução</b> Joesley e Saud
Reprodução Joesley e Saud
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo - TV Globo
Publicado em 10/09/2017

Fachin decreta prisão de Joesley e Saud, delatores da JBS

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), acatou o pedido de prisão dos delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, segundo apurou a Folha de S. Paulo.

As prisões são temporárias. Não há ainda previsão sobre quando serão efetuadas pela Polícia Federal, informa Leandro Colon.
Fachin negou estender a medida ao ex-procurador Marcelo Miller.

Os pedidos de prisão dos três foram feitos pelo procurador-geral, Rodrigo Janot na sexta (8).

Fontes da Polícia Federal informaram a Rafael Moraes Moura (O Estado de S. Paulo) que, em tese, não há nada que impeça que as prisões sejam realizadas neste domingo, 10.

Os pedidos de prisão foram motivados pela descoberta de que os executivos da J&F omitiram informações sobre supostos crimes ao negociar sua delação premiada.
Em um dos áudios entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR), Joesley disse: “Eu não vou ser preso. O pessoal não vai, diretor não vai. Ninguém aqui vai ser preso. Não tem nenhuma chance.”
A TV Globo noticiou que Joesley e Saud decidiram se entregar às autoridades.
Passaportes contra prisão

Joesley Batista, Ricardo Saud e o ex-procurador Marcello Miller, segundo O Globo, ofereceram passaportes à Justiça para evitar prisão. O STF, reporta a Folha de S. Paulo, analisa pedido de prisão deles e do ex-procurador Marcello Miller, acusados de conluio. Estado, escreve Merval Pereira, estava entregue a empresas como a J&F. Sistema da Odebrecht, segundo Lauro Jardim, tem corrupção com recibo. Só fanáticos negam denúncias contra Lula e o PT, conclui José Padilha.
Tchau, Janot

Lambança da delação de Joesley e companhia, segundo Vera Magalhães (O Estado de S. Paulo), macula atuação de PGR e mina a Lava Jato. O custo Janot - O procurador-geral da República, escreve o jornal em editorial, admitiu aquilo que o Brasil já sabia: a existência de fatos gravíssimos envolvendo a delação da JBS

Funaro relata nova propina a Temer

O doleiro Lúcio Funaro acusou Temer de receber R$ 20 milhões de Henrique Constantino, fundador da Gol, em troca de um projeto para o setor aéreo, escreve O Globo. O Planalto nega.

Palocci escancara divisão do PT sobre futuro de Lula

Depoimento com acusações ao ex-presidente intensifica crise no partido e abre discussão sobre candidatura. O depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro escancarou a divisão no PT sobre quem encarnará o “plano B” para a eleição de 2018, caso Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido pela Justiça de entrar na disputa ou sua candidatura se torne inviável politicamente, hipótese já aventada nos bastidores. Embora os petistas não admitam em público, há grande temor entre alguns dirigentes do partido de que Palocci tenha reunido provas ou indícios do que contou ao juiz Sérgio Moro na quarta-feira da semana passada. Entre outras coisas, o ex-ministro disse que Lula tinha um “pacto de sangue” com a empreiteira Odebrecht. Apontado como o preferido de Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad sofre resistências no partido, escreve O Estado de S. Paulo. Há dúvidas sobre se ele estará disposto a defender o partido, um dos mais implicados na Lava Jato, e até mesmo Lula. 

Janot finaliza nova denúncia

O procurador-geral da República identificou parte dos recursos desviados para abastecer núcleo peemedebista na Câmara, reporta O Estado de S. Paulo. Segundo ele, as propinas somam R$ 350 milhões; o partido nega.

Três milhões buscam vagas há 2 anos ou mais

Desemprego duradouro afeta um em cada cinco à procura de trabalho. Em São Paulo, a espera por uma nova oportunidade demora em média 11 meses. O desemprego duradouro tem atingido um grupo cada vez maior de trabalhadores. Segundo dados do IBGE, um em cada cinco desempregados está em busca de vaga há dois anos ou mais. Já são quase três milhões de pessoas nessa condição, revelam Marcelo Corrêa e Cássia Almeida (O Globo). Especialistas avaliam que o desemprego de longo prazo é herança de uma recessão que só agora começa a ficar para trás. Quanto mais tempo sem trabalho, mais difícil é conseguir emprego. Em São Paulo, o prazo médio, de 11 meses, é o maior em mais de uma década. Para analistas, faltam políticas de recolocação profissional.

Nível de investimento é o pior dos últimos 10 anos

Setor de construção diz que contratações de moradias caíram pela metade. Os investimentos públicos estão no menor patamar dos últimos dez anos, o que penaliza principalmente o setor da construção civil e contribui para derrubar o PIB (Produto Interno Bruto).

O governo está em meio a esforço para reduzir despesas e cumprir a meta fiscal.

Com isso, o volume investido pelo governo federal nos primeiros sete meses do ano somou R$ 16,3 bilhões, quase R$ 10 bilhões a menos do que no mesmo período de 2016 e o menor valor desde 2008, quando começa a série histórica do Tesouro, corrigida pela inflação.

Os investimentos incluem obras públicas e compra de novas instalações para órgãos do governo, além de materiais de uso permanente, como computadores. Mais de 90% das despesas públicas obedecem a regras e não podem ser reduzidas sem mudança na lei.

Segundo o setor de construção civil, as contratações do programa público de estímulo a obras de moradias populares caíram a menos da metade de 2013 a 2016. A Folha de S. Paulo informa que analistas não veem muita saída fora do corte de subsídios e da reforma da Previdência.
Economia sai do coma

Consolida-se, segundo Celso Ming (O Estado de S. Paulo), a percepção de que a economia está se recuperando da profunda recessão.

Governo quer R$ 50 bilhões do BNDES até o fim deste ano

O governo federal pediu oficialmente que o BNDES devolva, antecipadamente, R$ 180 bilhões dos empréstimos concedidos pelo Tesouro ao banco. Desse total, R$ 50 bilhões entrariam no caixa do governo ainda este ano, e R$ 130 bilhões em 2018. Os valores finais e a forma de pagamento serão negociados, a partir de agora, com a equipe econômica. O Estado de S. Paulo informa que o banco já deixou claro que quer negociar valores menores.

A capital da energia solar

Às margens do Rio São Francisco, Bom Jesus da Lapa, na Bahia, abriga a primeira grande usina solar do País. O Estado de S. Paulo escreve que ali são produzidos 158 megawatts com o calor do sol, o suficiente para abastecer uma cidade de 166 mil casas.

Filme sobre Lava Jato estimula visões simplistas

Lava Jato, o filme, é maniqueísta e simplório, mas não tosco. Afinado com o sentimento generalizado de que a corrupção é nosso maior problema, seu roteiro estimula visões simplistas ou mal fundamentadas, na opinião de Otávio Fias Filho (Folha de S. Paulo).

As raízes da violência no Rio

Na época de Dom João, o perigo nas ruas do Rio era a “pedra perdida”. No início, a venda de drogas nas favelas era feita por homens mais velhos e senhoras. Com a popularização da cocaína, recrudesceu o tráfico. Nas áreas de exclusão, fortaleceram- se as facções. A violência policial já incomodava décadas atrás. Caio Barretto Briso ouviu especialistas e personagens do Rio para identificar as raízes da violência.

Na ética da saúde no Brasil, quem mata é só Deus

Por que Saramago, perguntar-me-ás tu, numa crônica sobre corrupção na saúde? A questão não é ele, é a mesóclise. Há médicos que ganham com próteses, eu ganho com mesóclises. Ambas desnecessárias, escreve Antonio Prata (Folha de S. Paulo).

Medo do Irma leva 6,3 milhões de americanos a deixar moradias

Ao menos 6,3 milhões de pessoas foram orientadas a deixar áreas costeiras da Flórida e da Geórgia para fugir do furacão Irma, que deve atingir os Estados Unidos na madrugada de hoje. É a maior retirada em massa da história do país em razão de um evento climático, escreve O Estado de S. Paulo. Na Flórida, um quarto da população tem de sair de casa. Nos últimos dias, o furacão destruiu ilhas do Caribe e deixou 19 mortos.