Política

Mais um Batista (JBS-Friboi) em cana. É o Wesley

PF prende Wesley Batista e cumpre novo mandado contra Joesley. Funaro diz ter provas contra Temer e reforça denúncia. Hoje é dia de Lula depor para Sérgio Moro. Rodovia terá concessão tapa-buraco. Cigarro eletrônico não é inócuo, diz médica do Inca

<b>Reprodução</b> Joesley e Wesley
Reprodução Joesley e Wesley
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 13/09/2017

PF prende Wesley Batista e cumpre novo mandado contra Joesley

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira o sócio do holding J&F Wesley Batista, presidente executivo do grupo. Os agentes também cumprem novo mandado de prisão contra Joesley Batista, já preso em Brasília. A informação foi confirmada pela PF de São Paulo.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal do estado. Joesley está detido em caráter temporário desde domingo por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, depois que o Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão do empresário.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entendeu que Joesley e o diretor de relações institucionais do grupo, Ricardo Saud, omitiram informações dos investigadores em sua delação premiada, o que quebraria as cláusulas do acordo de colaboração.

A prisão de Wesley Batista integra as investigações a respeito desta omissão de informações, escreve Júlia Cople (O Globo)
Janot denunciará Joesley

Procurador-geral da República, segundo Vera Magalhães (O Estado de S. Paulo), vai incluir o executivo da J&F na denúncia por obstrução da Justiça que vai apresentar contra o presidente Michel Temer antes de passar o bastão para a sucessora, Raquel Dodge. Em cela comum - Sem curso superior, Joesley Batista ficará em cela comum, caso vá para um presídio, informa O Globo.
Funaro diz ter provas contra Temer e reforça denúncia

Operador do PMDB contou que tinha conta conjunta com Geddel. Delator também afirma que acerto com Joesley Batista era de R$ 100 milhões por seu silêncio. Operador do PMDB e delator da Lava-Jato, Lúcio Funaro entregou à Justiça documentos que, segundo ele, comprovariam propina de R$ 1,5 milhão ao presidente Temer, informa Lydia Medeiros (O Globo). Funaro também relatou pagamentos a outros aliados a pedido do ex-deputado Eduardo Cunha. Contou que acertara receber R$ 100 milhões de Joesley Batista por seu silêncio, quebrado já em meio ao escândalo. E que tinha conta conjunta com o ex-ministro Geddel (PMDB), suspeito de esconder R$ 51 milhões num imóvel de Salvador. As acusações reforçarão a nova denúncia que o procurador-geral, Rodrigo Janot, deverá fazer contra Temer. Ontem, outro inquérito sobre o presidente foi aberto no STF. 

Supremo abre nova investigação sobre Temer

Presidente se defende de acusações da PF e critica ‘facínoras que roubam a verdade’. Em um intervalo de 24 horas, o presidente Michel Temer foi citado em investigação da Polícia Federal e se tornou alvo de segundo inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal, envolvendo-se em nova crise política. O peemedebista reagiu e antecipou o discurso de defesa na denúncia a ser apresentada contra ele pelo pro-curador-geral, Rodrigo Ja-not, sob acusação de obstruir a Justiça e integrar organização criminosa. Com a divulgação, na segunda (11), de relatório da PF que o apontou como líder do “quadrilhão do PMDB”, Temer criticou em nota os “facínoras” que “roubam do país a verdade” e chamou de “bandidos” os que constroem versões “por ouvir dizer”.

Sem citação nominal, referiu-se ao corretor Lúcio Funaro, segundo o qual o peemedebista autorizou caixa dois para a campanha de Gabriel Chalita, do PMDB, à Prefeitura de SP em 2012. Horas depois, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, autorizou a abertura de um inquérito para investigar o presidente e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sob suspeita de beneficiar a empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos, no litoral paulista. Para Janot, segundo a Folha de S. Paulo, há indícios de que ambos tenham cometido crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de decreto sobre portos. A defesa de Temer diz que o inquérito tem inverdades e distorce a realidade.

Presidente: ‘Facínoras roubam a verdade’

Sem citar a Polícia Federal, que concluiu inquérito com indícios contra o chamado “quadrilhão do PMDB”, o presidente Temer ontem subiu o tom na reação. Em nota, segundo O Globo, disse que o estado democrático de direito existe para “coibir a barbárie da punição sem provas” e criticou “criminosos renitentes e persistentes”, “facínoras que roubam a verdade” e “bandidos que constroem versões”.

Inquérito contra Temer e análise de provas elevam tensão no STF

Ministro Luís Roberto Barroso autoriza nova investigação contra o presidente; plenário da Corte julga hoje recursos que tentam evitar nova denúncia de Janot. Sob um clima de tensão entre Ministério Público, Judiciário e governo, o plenário do STF julga hoje a suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para conduzir investigações contra Michel Temer, e uma questão proposta pela defesa do presidente que pode limitar o uso das provas obtidas por meio da delação da J&F. Temer quer a “sustação” de eventual nova denúncia de Janot contra ele até a conclusão de investigação sobre fatos envolvendo o empresário Joesley Batista. A tensão no STF ficou clara, ontem, com declarações de membros da Corte. O ministro Luís Roberto Barroso autorizou a abertura de inquérito contra Temer por supostos crimes relacionados a um decreto do setor portuário. A medida foi pedida por Janot após a Operação Patmos, também do caso J&F, revelar uma conversa, interceptada pela Polícia Federal, do ex-deputado Rocha Loures com Temer, em 4 de maio. O Estado de S. Paulo reporta que o Planalto nega irregularidades do presidente.

A lista de Funaro

Preso desde o ano passado, o corretor Lúcio Funaro apresentou documentos à Justiça que, segundo ele, comprovam pagamento de propina de R$ 1,5 milhão ao presidente Michel Temer. Em delação premiada, já homologada pelo ministro do STF Edson Fachin, Funaro cita outros políticos do PMDB, atribuindo a eles os valores que teriam sido pagos: Henrique Eduardo Alves (R$ 4,95 milhões), Sandro Mabel (R$ 2 milhões), Gabriel Chalita (R$ 9,8 milhões), Antônio Andrade, atual vice-governador de Minas Gerais (R$ 9,8 milhões), Manoel Júnior (R$ 150 mil), Soraya Santos (R$ 1 milhão), Alexandre Santos (R$ 1 milhão) e Marcelo Castro (R$ 1 milhão). Na relação, constam ainda R$ 700 mil para Cândido Vaccarezza. De acordo com Funaro, esses pagamentos foram feitos a pedido do ex- presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Para Gilmar, do STF, Procuradoria vive ‘putrefação’

Ao citar o ex-procurador Marcelo Miller, o ministro Gilmar Mendes disse que o Ministério Público Federal vive momento de “putrefação” e que o colega de STF Edson Fachin foi “ludibriado” ao homologar delação de da JBS. Relator da Lava Jato, Fachin rebateu e afirmou que sua alma “está em paz”, escreve a Folha de S. Paulo. Hoje, o tribunal julga o pedido de Michel Temer de suspeição contra o procurador-geral, Rodrigo Janot.

Moro deve questionar Lula sobre benefícios da Odebrecht
Ex-presidente será ouvido nesta quarta-feira após revelações de Palocci. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depõe nesta quarta-feira na Justiça Federal de Curitiba numa situação bem menos confortável do que em maio passado, quando foi interrogado pela primeira vez pelo juiz Sergio Moro e falou durante cinco horas. Desde então, Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por Moro, na ação que envolveu o tríplex do Guarujá, e viu o juiz aceitar a terceira denúncia contra ele apresentada pela força-tarefa de Curitiba, que tem como foco o sítio de Atibaia. Há uma semana, ele também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República e apontado como líder de organização criminosa que resultou no pagamento de R$ 1,4 bilhão ao PT, segundo Cleide Carvalho e Gustavo Schmitt (O Globo).

Palocci admitiu a Moro que Lula acompanhou cada passo do andamento das operações de repasses ilícitos que culminaram com a compra do imóvel para o Instituto LulaPalocci reforça pontos-chave da delação da Odebrecht
No depoimento desta quarta-feira, Lula deve ser perguntado principalmente sobre benefícios pagos pela Odebrecht — um imóvel de R$ 12 milhões destinado ao Instituto Lula e uma cobertura vizinha à que mora em São Bernardo do Campo. Essa é a segunda das três ações contra o ex-presidente em Curitiba.

Na última quarta-feira, o ex-ministro Antonio Palocci confirmou a Moro que a Odebrecht manteve uma conta de valores ilícitos destinados ao PT e, que, depois que Lula deixou o governo, a empreiteira também colocou à disposição dele valores para gastos pessoais, de onde teria saído o dinheiro para a compra do prédio — que não foi usado pelo Instituto Lula — e para a cobertura.

Palocci disse que Lula, ainda em 2007, conversou com ele sobre as propinas repassadas aos partidos políticos pela diretoria da Petrobras e contou que, depois disso, o presidente chegou inclusive a recomendar que fizesse reservas partidárias. No primeiro depoimento a Moro, Lula disse que as indicações políticas existiam, mas que ele não sabia sobre o esquema de corrupção. O ex-ministro disse ainda que em 2010, numa reunião com Dilma Rousseff e José Sergio Gabrielli (ex-presidente da Petrobras), Lula chegou a pedir que os contratos das sondas do pré-sal financiassem a campanha presidencial. (...)

Funcionários vão cobrir rombo de R$ 14 bilhões na Petros

Funcionários e aposentados da Petrobrás vão pagar R$ 14 bilhões, num prazo de 18 anos, por perdas registradas na Petros, a fundação de seguridade social da empresa. A Petrobrás contribuirá com R$ 13,7 bilhões, R$ 1,5 bilhão já no primeiro ano.
Petros exigirá contribuição extra

A Petros, fundo de pensão da Petrobras, exigirá aporte extra para um dos planos, que atende 64 mil aposentados e 13 mil da ativa. O Globo escreve que a contribuição adicional será de até 19,2%.

Rodovia terá concessão tapa-buraco

Sem dinheiro para a manutenção de rodovias federais, o governo lançará novo modelo de concessão, com prazo de dez anos. Empresas teriam obrigação de tapar buracos, cortar o mato, manter a sinalização e fazer pequenas obras. A Invepar devolveu a concessão da BR-040, escreve O Globo.

IPTU da capital terá reajuste pela inflação em 2018

O prefeito João Doria desistiu de atualizar a Planta Genérica de Valores do Município e anunciou que, em 2018, o IPTU de São Paulo terá a correção pela inflação, escreve O Estado de S. Paulo. Em cerca de 70% dos imóveis, o aumento será de cerca de 3%.

De olho em ano eleitoral, Doria segura reajuste do IPTU em SP

Mesmo diante de restrições orçamentárias, a gestão João Doria (PSDB) decidiu manter a base de cobrança do IPTU congelada no ano eleitoral de 2018. O tucano vai aplicar apenas a atualização anual do imposto pela inflação — em tomo de 3% —, prevista automaticamente no Orçamento. O prefeito de São Paulo, recorda a Folha de S. Paulo, trava disputa interna com Geraldo Alckmin pela candidatura presidencial.

Cigarro eletrônico não é inócuo, diz médica do Inca

Novos dispositivos para fumar, como o cigarro eletrônico, podem ameaçar a política antitabagista do Brasil, afirma Tânia Cavalcante, médica do Inca (Instituto Nacional do Câncer) e secretária-executiva da Conicq (comissão interministerial para controle do tabaco). “Não é inócuo, como divulga a indústria”, diz. Segundo ela, na Folha de S. Paulo, a falsa imagem de que o produto não traz riscos atrai jovens.

Rodovia terá concessão tapa-buraco

Sem dinheiro para a manutenção de rodovias federais, o governo lançará novo modelo de concessão, com prazo de dez anos. Empresas teriam obrigação de tapar buracos, cortar o mato, manter a sinalização e fazer pequenas obras. A Invepar devolveu a concessão da BR-040, escreve O Globo.

Trinta oficiais dos bombeiros presos

A polícia prendeu 30 oficiais do Corpo de Bombeiros do Rio por corrupção na concessão de alvarás, reporta O Globo. O Fluminense é acusado de usar esquema para liberar estádio.
Comissão aprova bingos de partidos

Comissão da Câmara aprovou proposta de os partidos organizarem bingos e rifas para financiar campanhas, segundo O Globo. O texto ainda vai a plenário.

A tragédia da evasão de alunos no Brasil

Estudo da OCDE mostra que 41% dos alunos abandonam o ensino médio até cinco anos após iniciá-lo, escreve O Globo. É o dobro de outros 13 países. (Leia mais neste site)