Política

2018 - A ameaça Bolsonaro. A ameaça Lula

Mercado já vê Bolsonaro como opção contra Lula. Regularização de terras atinge nível recorde na gestão Temer. Haddad hostiliza a imprensa. A cada 15 horas, um ataque a igreja ou terreiro.Treinar professor contra bagunça impacta o ensino

<b>Reprodução</b> Lula e Bolsonaro
Reprodução Lula e Bolsonaro
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 12/11/2017

Posição liberal adotada recentemente pelo deputado atrai atenções no setor.

Em meio à fragmentação de candidaturas mais ao centro na eleição de 2018, agentes do mercado consideram o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) eficaz para barrar um terceiro mandato de Lula (PT). Os candidatos tidos hoje como ideais pelo setor financeiro são o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e os tucanos Geraldo Alckmin e João Doria. Diante do baixo desempenho desses nomes nas pesquisas eleitorais, analistas já debatem o nome do parlamentar como alternativa. Além disso, Bolsonaro tem adotado, nos últimos meses, um discurso mais liberal na economia. Passou a defender privatizações — inclusive da Petrobras — e a reforma da Previdência. Embora seja vista com ceticismo, a mudança de tom tem capacidade de angariar apoio, principalmente em oposição ao petista, escreve a Folha de S. Paulo. “O Lula hoje é um problema. Pode ser disruptivo. O Bolsonaro ê uma incógnita, mas tenderia a causar um estresse menor no mercado”, diz Raphael Figueredo, sócio da Eleven. Contra-ataque conservador - O anseio pela liberdade deverá vencer a intolerância, opina Eliane Cantanhêde (O Estado de S. Paulo).

Aécio admite saída do governo Temer

Na convenção do PSDB de Minas, segundo O Globo, o senador Aécio Neves, aliado de Temer, disse que está chegando a hora de o partido deixar o governo: “Sairemos pela porta da frente”. Em artigo, Elio Gaspari escreve que o coronel Aécio mostrou seu chapéu. A cara do pai - Vera Magalhães (O Estado de S. Paulo) comenta que PSDB se assemelha ao PMDB, do qual nasceu.
Lava-Jato no Rio vai focar na Saúde

O coordenador da Lava-Jato no Rio, Eduardo El Hage, revela, em entrevista a Juliana Castro e Marco Grillo (O Globo), que a operação terá novo capítulo na área da Saúde. E diz que, até agora, a investigação atingiu apenas “a superfície” do esquema de Cabral.
À venda

Joesley Batista (JBS-Friboi) põe à venda apartamento em NY, ilha e iate, escreve Lauro Jardim (O Globo).

‘Não adianta mais conversa. É preciso saber o que traz voto’

Responsável pela elaboração de uma versão mais enxuta da reforma da Previdência, segundo O Estado de S. Paulo, Arthur Oliveira Maia, deputado do PPS pede ao presidente Michel Temer “um gesto político” para diminuir a resistência dos parlamentares e defende rapidez na reforma ministerial cobrada pela base aliada.
É hora de saber quem é quem

É hora de saber quem está com o governo na ingrata missão de aprovar as urgentes reformas ainda pendentes e quem pretende apenas jogar para a torcida e contra o País, opina o editorial de O Estado de S. Paulo.

Regularização de terras atinge nível recorde na gestão Temer

Cortes de verba para desenvolvimento da agricultura familiar, porém, preocupam especialistas e entidades. A gestão Michel Temer acelerou o ritmo de regularizações fundiárias no País. Nos sete primeiros meses deste ano, foram concedidos 7.356 títulos definitivos de posse, mais do que os 6.821 lavrados em 2006, melhor ano dos governos petistas na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Também foram assinados 58.837 contratos de concessão de uso da terra, ante 47.073 em 2010, quando o governo do PT, também com Lula, teve o melhor desempenho. O Estado de S. Paulo escreve que especialistas e entidades alertam, no entanto, para o corte de verbas para desenvolvimento da agricultura familiar no atual governo. 

MST migra das terras para prédios

Em 1997, auge da pressão fundiária, os sem-terra promoveram 502 ocupações. No ano passado, foram 83, segundo O Estado de S. Paulo. O perfil das ações também mudou: invasões de terra passaram a dar lugar às de prédios públicos.
Haddad hostiliza a imprensa e se exime de culpa por sua derrota

Na revista “Piauí”, o ex-prefeito Fernando Haddad se arriscou a avaliar sua gestão em São Paulo. Atribuiu sua derrota a um cesto de culpados — e o mínimo de autocrítica que se dispôs a fazer veio embrulhado em ironia. Haddad reclama do jornalismo , porque não admite crítica. Deve ter sido o prefeito mais paparicado por jornalistas da história. Minha resposta a ele foi submetida à “Piauí”, que recusou sua publicação na edição impressa, escreve Sérgio Dávila na Folha de S. Paulo. (Leia o texto na íntegra aqui neste site.)

10ª Vara julga de político a contrabando

Especializada em casos de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, a 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília concentra não só grandes investigações contra políticos e empresários, mas também casos como clonagem de cartão e contrabando de cigarros, reporta O Estado de S. Paulo.

Violência faz mais cariocas recorrerem a botão do pânico

Aplicativos e serviços de segurança privada se espalham pelo Rio. Firma vendeu 600 kits só em outubro, e app lançado há três meses já alcança 50 mil usuários. Lojas, condomínios e até creches do Rio estão recorrendo mais a serviços contra assaltos e furtos, os chamados sistemas de botão do pânico, que podem ser digitais ou físicos, conta Selma Schmidt (O Globo). Uma firma sueca vendeu só em outubro 600 kits de um equipamento para acionar uma central que entra em contato com a PM, três vezes mais do que há um ano. Também existem versões de aplicativos gratuitos de segurança.

A cada 15 horas, um ataque a igreja ou terreiro

De janeiro de 2015 a junho deste ano, o Brasil registrou uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, 1.486 casos foram relatados ao Disque 100, canal que recebe queixas, escreve O Estado de S. Paulo. São Paulo, Rio e Minas lideram as ocorrências. O tema preocupa religiosos de várias denominações.

Treinar professor contra bagunça impacta o ensino
Pesquisa do Banco Mundial mostra que treinar professores para interagir mais com os alunos e reduzir a indisciplina pode ter forte impacto na aprendizagem. A Folha de S. Paulo escreve que as escolas do Ceará que receberam instruções práticas para isso evoluíram em avaliação do Estado