Política

53 novos inquéritos da Lava Jato serão abertos

Lava-Jato no Paraná começa novas investigações. Corregedor do CNJ relatará caso que envolve seus filhos. Temer diz preferir Meirelles na Fazenda e elogia Alckmin. Inflação fica abaixo do piso da meta pela 1ª vez. Maduro paga ao Brasil etc.

<b>Reprodução</b> Novos inquéritos em Curitiba
Reprodução Novos inquéritos em Curitiba
Por Folha de S. Paulo - O Estado de S. Paulo - O Globo
Publicado em 11/01/2018

O superintendente da Polícia Federal no Paraná, Mauricio Valeixo, afirmou que uma nova leva de 53 investigações será aberta com base nas delações premiadas da Odebrecht. Já o diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, prometeu ao STF encerrar inquéritos ligados à Lava-Jato até dezembro. (O Globo)

Lava-Jato no Paraná começa novas investigações a partir de material que estava no STF.
Parte expressiva do material se refere a desdobramentos das delações da Odebrecht.
No mesmo dia em que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, afirmou que terminará ainda este ano as investigações em todos os inquéritos da Operação Lava-Jato que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), o superintendente da PF no Paraná, Maurício Valeixo, anunciou a chegada a Curitiba de uma nova leva de 53 inquéritos, desmembrados de investigações que correm na Corte. Parte expressiva do material se refere a desdobramentos das delações de executivos da Odebrecht. Valeixo não estabeleceu prazo para o fim dos trabalhos e assegurou, em entrevista ao O Globo, que haverá aumento do efetivo que atua na Lava-Jato.

Em encontro com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, Segovia disse ainda que concluirá todos os outros inquéritos que apuram supostos crimes cometidos por autoridades com foro privilegiado — cerca de 200, metade relacionada com a Lava-Jato. A maioria seria encerrada nos próximos oito meses, segundo o diretor-geral — portanto, antes do primeiro turno das eleições. Segovia, no entanto, afirmou que não faz o cálculo sobre eventual influência da aceleração dos inquéritos nas eleições neste ano.

— Qualquer investigação deve vir em benefício da sociedade.

Questionado pelos jornalistas se a meta inclui o inquérito que investiga o presidente Michel Temer, o diretor-geral da PF disse que sim:
— As perguntas já foram enviadas ao presidente. A partir disso, será tomado um novo passo. Isso dependerá do delegado que preside o inquérito — afirmou Segovia, que confirmou a Cármen Lúcia o reforço da equipe da PF na Lava-Jato em Brasília, escrevem Gustavo Schmitt e Vinicius Sassine, em O Globo.

Corregedor do CNJ relatará caso que envolve seus filhos

O corregedor João Otávio de Noronha não se declarou impedido e relatará no Conselho Nacional de Justiça representação feita por cliente de seus filhos. Os advogados defendem prefeito de cidade no Maranhão que tenta reverter condenação por improbidade. Procurado, Noronha não se pronunciou. (Folha de S. Paulo)

Temer diz preferir Meirelles na Fazenda e elogia Alckmin

Presidente acredita que eleitor vai votar na ‘segurança e na serenidade’ e Rodrigo Maia continuará na Câmara. O presidente Michel Temer diz acreditar que o eleitor vai votar na “segurança e na serenidade” em outubro, o que ajuda a desenhar o perfil dos candidatos à Presidência com chances de vitória e leva a uma conclusão: “As pessoas estão cansadas de tudo isso (a confluência de crises) e vão querer a continuidade, a manutenção do nosso programa de governo, que está recuperando a economia e a tranquilidade. Ninguém quer aventura”, afirmou a Eliane Cantanhêde (O Estado de S. Paulo).

Temer elogiou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu preferir o ministro Henrique Meirelles (PSD) na Fazenda sem disputar a eleição e opinou que o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) tende a tentar a reeleição à presidência da Câmara. Temer se diz “amigo do Geraldo há muitos anos” e, sobre a falta de apoio do tucano nas duas denúncias do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, afirmou: “Nunca fui rancoroso. Ele deve ter tido os motivos dele, e isso passou”.

Governador busca alianças fora de DEM e MDB

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), inicia o ano com a meta de formar alianças para a disputa do Planalto com pelo menos cinco legendas. Distante do MDB, de Michel Temer, e do DEM, de Rodrigo Maia, o tucano mira partidos considerados médios, como PR, PSB, PTB, PPS, PV e Solidariedade. Alckmin praticamente descarta a tese de que as forças políticas do centro devem convergir para um único nome. (O Estado de S. Paulo)

Preferidos

Alckmin e Lula são os preferidos dos leitores da Folha para 2018 (Folha de S. Paulo)

Voltar ao prumo

Cabe ao presidente da República escolher os ministros de Estado, diz a Carta Magna. (O Estado de S. Paulo)
Interferência
Editorial “Território alheio”, sobre interferência do Judiciário na escolha de ministros. (Folha de S. Paulo)

Inflação fica abaixo do piso da meta pela 1ª vez

IPCA fecha 2017 em 2,95%; índice para os mais pobres bate recorde de baixa. A inflação encerrou 2017 em 2,95%, abaixo do piso da meta do Banco Central (3%) pela primeira vez desde que o regime foi criado, em 1999. O centro da meta ê 4,5%, com tolerância de um ponto e meio percentual para cima ou para baixo. Essa foi a menor marca desde 1998, quando o acumulado do indicador no ano esteve em 1,65%. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, precisou justificar o resultado em carta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, a forte queda no preço dos alimentos foi a principal responsável. Entre os mais pobres, a inflação, medida pelo INPC, atingiu 2,07%, o nível mais baixo desde 1994, ano de criação do Plano Real. O indicador, que calcula a variação de preços para famílias com renda de atê cinco salários mínimos, ficou abaixo de 3% em outras duas ocasiões: 1998 e 2006. Nesse grupo, o preço dos alimentos tem mais peso do que no índice geral, que contempla renda familiar de atê 40 salários mínimos. Para analistas, o cenário dificilmente se repetirá em 2018, que deve ter resultado próximo da meta. (Folha de S. Paulo)

Inflação alivia, mas crise fiscal preocupa

O país encerrou 2017 com inflação de 2,95%, o menor patamar em duas décadas e abaixo do piso da meta, de 3%, graças à queda no preço dos alimentos. Para este ano, o mercado estima alta na faixa de 4%. Para analistas, o Brasil corre o risco de não colher integralmente os benefícios de dois anos de preços sob controle em razão da crise fiscal. (O Globo)

Inflação fica em 2,95% em 2017, abaixo do piso da meta

Apesar do aumento de 0,44%, acima das expectativas, em dezembro, a inflação oficial do País fechou 2017 em 2,95%, menor alta anual desde 1998. Planos de saúde (aumento de 13,53%), gasolina (10,32%) e eletricidade (10,35%) foram os itens que exerceram maior pressão sobre o orçamento das famílias, mas as altas foram compensadas pela safra agrícola recorde, o que fez os alimentos terminarem o ano 1,87% mais baratos. (O Estado de S. Paulo)

Conforto

Resultado traz algum conforto civilizatório, na opinião de Roberto Dias (Folha de S. Paulo).

Dúvidas

Sobram dúvidas sobre se a inflação de 2,95% é consequência de fatores provisórios, escreve Celso Ming (O Estado de S. Paulo).

Menos inflação, mais negócios

A inflação de 2,95% foi um dos principais fatores de reanimação da economia em 2017. Com preços contidos, as famílias tiveram espaço para voltar às compras. (O Estado de S. Paulo)

Salto

Planos de saúde e escolas têm novo salto, escreve Vinícius Torres Freire (Folha de S. Paulo).

Crédito pode ser reduzido

A Caixa ameaça reduzir crédito para habitação e infraestrutura caso não haja reforço de capital com R$ 15 bilhões do FGTS. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, diz que transação será lucrativa para o cotista do FGTS. (O Estado de S. Paulo)

Caixa deve emprestar R$ 2,5 bilhões sem garantias

A Caixa recebeu nos últimos três meses autorização para conceder R$ 2,5 bilhões em empréstimos a Estados e municípios sem garantias da União, uma operação mais arriscada para o banco. Com o aval, a União fica responsável por honrar o pagamento em caso de inadimplência do Estado ou município. Quando o banco negocia diretamente, geralmente são dadas como garantia receitas futuras de impostos, que podem ser frustradas. (O Estado de S. Paulo)

Leilão

EcoRodovias vence leilão do Rodoanel Norte. (O Estado de S. Paulo)

Embrapa

Precisamos da Embrapa, mas tomar para si o sucesso da agropecuária a prejudicou, segundo Pedro de Camargo Neto (O Estado de S. Paulo)

O ativismo e a mudança

Especialistas analisam a mobilização sobre temas de igualdade. Direitos em risco e desencanto com as instituições estão entre os combustíveis do ativismo no Brasil e no mundo. A polêmica que opôs americanas e francesas após o protesto contra o assédio no Globo de Ouro é um exemplo de como a ação pode promover a mudança, dizem especialistas ouvidos pelo O Globo. Para Roberto da Matta, as pessoas já não aceitam sujeitar-se à injustiça.

Feminismo

Só acha que feminismo é modismo quem não entendeu o mundo em que vive, escreve Míriam Leitão (O Globo).

Abuso

O debate sobre abuso não é americano ou francês. Está nas casas e nas cidades brasileiras, lembra Fávia Oliveira. (O Globo)

Armados e perigosos

Um ano depois das mortes de 126 presos, ações não reduzem caos em presídios (Folha de S. Paulo)

Famílias ocupam casas condenadas após tragédia

Chuvas na região serrana do Rio. Passados 7 anos, 23% dos moradores ainda vivem em áreas de risco. Em Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e Bom Jardim, 172 mil pessoas estão em moradias que podem ser atingidas por barreiras e inundações; 918 morreram nos desastres de 2011.

A tragédia do verão de 2011, que deixou 918 mortos e 99 desaparecidos, parece não ter servido de lição: sete anos depois, apenas em quatro dos maiores municípios da Região Serrana do Rio — Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Bom Jardim — há 171,8 mil pessoas vivendo em imóveis sob risco de desabamentos e inundações, 23% do total de habitantes. Em Friburgo, o repórter Antônio Werneck (O Globo) encontrou famílias inteiras ocupando há meses imóveis na iminência de desabar, interditados pela Defesa Civil. Os moradores alegam não ter para onde ir, e a Defesa Civil admite saber do problema. Em 2014, ainda como candidato, o governador Pezão prometeu construir 4.565 imóveis para desalojados, mas a meta não foi cumprida. No Rio, uma obra contra enchentes na Grande Tijuca está parada.

Brasileiro preso na Venezuela diz ter planejado captura

Preso na Venezuela sob suspeita de elo com organização criminosa, Jonatan Diniz afirmou que “queria ir para a cadeia” a fim de chamar a atenção para as ações da sua ONG. “Aconteceu o que estava nos meus planos” disse ele, que está nos Estados Unidos após ter sido expulso do país. (Folha de S. Paulo)

Pagamento

Governo Maduro paga R$ 850 milhões ao Brasil e evita calote (Folha de S. Paulo)